quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
A minha casa
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A Família
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Os Números
Números e ângulos
Os números romanos são fáceis de compreender mas… Qual é a lógica que há por detrás dos números arábicos ou fenícios?
Muito simples:
Trata-se de ângulos
É pura lógica: Se você escrever o número na sua forma primitiva, verá que:
O número 1 tem um ângulo.
O número 2 tem dois ângulos.
O número 3 tem três ângulos e assim por diante
E o "O" não tem ângulo nenhum.
Fonte: http://cybervida.com.br/numeros-e-angulos
A Numeração Chinesa
Hoje em dia, os falantes do chinês usam três sistemas de numeração: o usado mundialmente sistema indiano-arábico, juntamente a outros dois antigos sistemas propriamente chineses. O sistema huama, ou hum (, literalmente "números floridos ou sofisticados") foi gradualmente suplantado pelo Arábico ao escrever números. O sistema de caracteres ainda se utiliza e é parecido (ainda que não muito) à escrita de um número em forma de texto.
Actualmente, o sistema hu?m?, é a única variação sobrevivente do sistema numérico de varas e utiliza-se exclusivamente em mercados chineses, como o de Hong Kong). O sistema de escrita por caracteres ainda se utiliza quando se escrevem números por escrito (como em cheques), pois a seu complexidade dificulta a falsificação.
[editar] Caracteres numéricos
Há caracteres que representam aos números de zero a nove, e outros para números maiores como as dezenas, centenas, milhares, etc.. Há dois conjuntos de caracteres para os numerais chineses: um para a escrita quotidiana e outro para ser usado nos contextos comerciais e financeiros, conhecido como dàxiě (大寫 em chinês tradicional, 大写 em chinês simplificado).
S denota chinês simplificado, T denota o tradicional
Financeiro | Normal | Valor | Notas |
〇 é o modo informal de representar o zero, mas 零 é mais comum, sobretudo na escola. | |||
também 弌 (obsoleto) | |||
貳(T) ou | também 弍 (obsoleto) | ||
叄(T) ou | também 弎 (obsoleto) | ||
| |||
| |||
陸(T) ou |
| ||
| |||
| |||
| |||
Embora alguns usem 什, isso é incorrecto pois pode ser escrito sobre 伍. | |||
念 ou | 卄 é raramente usado, mas usa-se no chinês oral | ||
叄拾 | 卅 era raramente usado, mas é comum no chinês oral | ||
肆拾 | 卌 era raramente usado (四十 é usado). | ||
| |||
| |||
os números chineses agrupam-se por dezenas de milhar |
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Numera%C3%A7%C3%
Filipe Lopes 8ºB
Numeração Maia
Vejamos o seguinte quadro que, para cada número, (repres. árabe), tem uma representação horizontal e uma vertical:
Vejamos agora o seguinte exemplo:
Temos, então, representado o número 2×144000+0×7200+16×360+7×20+11 = 290311.
Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm36/numeracao_maia.htm
Numerais Egipcios
Os egípcios tinham um sistema numérico decimal representado por hieroglifos. Usavam símbolos para a unidade, para a dezena, para a centena, para o milhar, para a dezena de milhar, para a centena de milhar e para o milhão.
Os numerais hieroglíficos dos egípcios
Os símbolos que foram usados para representar as quantidades são:
- Um bastão (traço vertical) para 1
- Um osso para 10
- Um alçapão para 100
- Flor de lótus para 1.000
- Um dedo curvado para 10.000
- Peixe para 100.000
- Uma figura ajoelhada para 1.000.000
Fig.1 - 276
Fig.2 - 4622
Existe uma inscrição em pedra, originária de al Karnak e datada de cerca de 1.500 a.C., atualmente exposta no museu do Louvre em Paris, que mostra os valores 276 e 4622 dispostos conforme as figuras 1 e 2. Este é um sistema numérico muito prático e fácil de aprender. Adiciona-se os símbolos na quantidade desejada, substituindo dez símbolos iguais pelo de valor imediatamente superior. Assim, 10 símbolos para o valor 1 podem ser substituídos por 1 símbolo de valor 10. A ordem e a disposição dos "algarismos" egípcios não influem no resultado e dão liberdade ao escriba de criar o conjunto de acordo com o gosto de cada um.
As frações no Egito antigo eram restritas a frações unitárias. Com exceção de 2/3, usada com frequência, e de 3/4, usada mais raramente, as frações sempre tinham um numerador igual a 1. Este numerador era representado por um "olho de Horus", que significa "parte".
Fig.3 - 1/3
Fig.4 - 1/5
Fig.5 - 1/249
Observe nas figuras 3, 4 e 5 como eram representadas as frações 1/3, 1/5 e 1/249.
Depois da invenção do papiro, a escrita egípcia já havia sido simplificada e usava-se a escrita hierática. Os numerais, como não podia deixar de ser, também foram simplificados. Durante aproximadamente 2.000 anos da civilização egípcia antiga, os numerais em hieroglifos foram usados principalmente nas inscrições em pedra e, os hieráticos, em papiro.
Os numerais hieráticos
Fig.6 - 2765
Fig.7 - 2765
Os numerais hieráticos tinham a vantagem de permitirem expressar valores de uma forma bem mais compacta, mas também tinham uma desvantagem - o número de símbolos que precisavam ser memorizados era bem maior. O valor 9999, por exemplo, precisava apenas de 4 símbolos na notação hierática enquanto que, com hieroglifos, precisaria de 36 símbolos. Os dois sistemas continuavam sendo não-posicionais, ou seja, a posição dos símbolos não influenciava no valor que representavam. Observe as figuras 6 e 7 - ambas mostram o valor 2765.
Fonte: http://www.numaboa.com/escolinha/74-matematica/236-Numerais-egipcios?start=1
Vítor Teixeira 8ºF
Numerais Japoneses
0 -- zero
1, 2, 3, 4, 5:
6, 7, 8, 9, 10:
100, 1.000, 10.000:
Fonte: http://www.skifbrasil.esp.br/numeracao_em_japones.htm
A Numeração Romana
A numeração romana é um sistema de numeração que usa letras maiúsculas, as quais são atribuídos valores. Os algarismos romanos são usados principalmente:
- Nos números de capítulos uma obra.
- Nas cenas de um teatro.
- Nos nomes de papas e imperadores.
- Na designação de congressos, olimpíadas, assembleias...
Regras
A numeração romana utiliza sete letras maiúsculas, que correspondem aos seguintes valores:
Letras | Valores |
I | 1 |
V | 5 |
X | 10 |
L | 50 |
C | 100 |
D | 500 |
M | 1000 |
Exemplos: XVI = 16; LXVI = 66.
Se à direita de uma cifra romana se escreve outra igual ou menor, o valor desta se soma ao valor da anterior.
Exemplos:
VI = 6
XXI = 21
LXVII = 67
A letra "I" colocada diante da "V" ou de "X", subtrai uma unidade; a letra "X", precedendo a letra "L" ou a "C", lhes subtrai dez unidades e a letra "C", diante da "D" ou da "M", lhes subtrai cem unidades.
Exemplos:
IV = 4
IX = 9
XL = 40
XC = 90
CD = 400
CM = 900
Em nenhum número se pode pôr uma mesma letra mais de três vezes seguidas. Antigamente se via as vezes a letra "I" ou a "X" até quatro vezes seguidas.
Exemplos:
XIII = 13
XIV = 14
XXXIII = 33
XXXIV = 34
A letra "V", "L" e a "D" não podem se duplicar porque outras letras ("X", "C", "M") representam seu valor duplicado.
Exemplos:
X = 10
C = 100
M = 1.000
Se entre duas cifras quaisquer existe outra menor, o valor desta pertencerá a letra seguinte a ela.
Exemplos:
XIX = 19
LIV = 54
CXXIX = 129
Fonte: http://www.estv.ipv.pt/paginaspessoais/fmartins/Aluno/Matem%C3%A1tica/Ensino%20Fundamental/Algarismo%20Romanos/Algarismos%20Romanos.htm
Luís Teixeira 8ºF
Numeros
Números e ângulos
Os números romanos são fáceis de compreender mas… Qual é a lógica que há por detrás dos números arábicos ou fenícios?
Muito simples:
Trata-se de ângulos
É pura lógica: Se você escrever o número na sua forma primitiva, verá que:
O número 1 tem um ângulo.
O número 2 tem dois ângulos.
O número 3 tem três ângulos e assim por diante
E o "O" não tem ângulo nenhum.
Fonte: http://cybervida.com.br/numeros-e-angulos
A Numeração Chinesa
Hoje em dia, os falantes do chinês usam três sistemas de numeração: o usado mundialmente sistema indiano-arábico, juntamente a outros dois antigos sistemas propriamente chineses. O sistema huama, ou hum (, literalmente "números floridos ou sofisticados") foi gradualmente suplantado pelo Arábico ao escrever números. O sistema de caracteres ainda se utiliza e é parecido (ainda que não muito) à escrita de um número em forma de texto.
Actualmente, o sistema hu?m?, é a única variação sobrevivente do sistema numérico de varas e utiliza-se exclusivamente em mercados chineses, como o de Hong Kong). O sistema de escrita por caracteres ainda se utiliza quando se escrevem números por escrito (como em cheques), pois a seu complexidade dificulta a falsificação.
[editar] Caracteres numéricos
Há caracteres que representam aos números de zero a nove, e outros para números maiores como as dezenas, centenas, milhares, etc.. Há dois conjuntos de caracteres para os numerais chineses: um para a escrita quotidiana e outro para ser usado nos contextos comerciais e financeiros, conhecido como dàxiě (大寫 em chinês tradicional, 大写 em chinês simplificado).
S denota chinês simplificado, T denota o tradicional
Financeiro | Normal | Valor | Notas |
〇 é o modo informal de representar o zero, mas 零 é mais comum, sobretudo na escola. | |||
também 弌 (obsoleto) | |||
貳(T) ou | também 弍 (obsoleto) | ||
叄(T) ou | também 弎 (obsoleto) | ||
| |||
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陸(T) ou |
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Embora alguns usem 什, isso é incorrecto pois pode ser escrito sobre 伍. | |||
念 ou | 卄 é raramente usado, mas usa-se no chinês oral | ||
叄拾 | 卅 era raramente usado, mas é comum no chinês oral | ||
肆拾 | 卌 era raramente usado (四十 é usado). | ||
| |||
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os números chineses agrupam-se por dezenas de milhar |
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Numera%C3%A7%C3%
Filipe Lopes 8ºB
Numeração Maia
Vejamos o seguinte quadro que, para cada número, (repres. árabe), tem uma representação horizontal e uma vertical:
Vejamos agora o seguinte exemplo:
Temos, então, representado o número 2×144000+0×7200+16×360+7×20+11 = 290311.
Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm36/numeracao_maia.htm
Numerais Egipcios
Os egípcios tinham um sistema numérico decimal representado por hieroglifos. Usavam símbolos para a unidade, para a dezena, para a centena, para o milhar, para a dezena de milhar, para a centena de milhar e para o milhão.
Os numerais hieroglíficos dos egípcios
Os símbolos que foram usados para representar as quantidades são:
- Um bastão (traço vertical) para 1
- Um osso para 10
- Um alçapão para 100
- Flor de lótus para 1.000
- Um dedo curvado para 10.000
- Peixe para 100.000
- Uma figura ajoelhada para 1.000.000
Fig.1 - 276
Fig.2 - 4622
Existe uma inscrição em pedra, originária de al Karnak e datada de cerca de 1.500 a.C., atualmente exposta no museu do Louvre em Paris, que mostra os valores 276 e 4622 dispostos conforme as figuras 1 e 2. Este é um sistema numérico muito prático e fácil de aprender. Adiciona-se os símbolos na quantidade desejada, substituindo dez símbolos iguais pelo de valor imediatamente superior. Assim, 10 símbolos para o valor 1 podem ser substituídos por 1 símbolo de valor 10. A ordem e a disposição dos "algarismos" egípcios não influem no resultado e dão liberdade ao escriba de criar o conjunto de acordo com o gosto de cada um.
As frações no Egito antigo eram restritas a frações unitárias. Com exceção de 2/3, usada com frequência, e de 3/4, usada mais raramente, as frações sempre tinham um numerador igual a 1. Este numerador era representado por um "olho de Horus", que significa "parte".
Fig.3 - 1/3
Fig.4 - 1/5
Fig.5 - 1/249
Observe nas figuras 3, 4 e 5 como eram representadas as frações 1/3, 1/5 e 1/249.
Depois da invenção do papiro, a escrita egípcia já havia sido simplificada e usava-se a escrita hierática. Os numerais, como não podia deixar de ser, também foram simplificados. Durante aproximadamente 2.000 anos da civilização egípcia antiga, os numerais em hieroglifos foram usados principalmente nas inscrições em pedra e, os hieráticos, em papiro.
Os numerais hieráticos
Fig.6 - 2765
Fig.7 - 2765
Os numerais hieráticos tinham a vantagem de permitirem expressar valores de uma forma bem mais compacta, mas também tinham uma desvantagem - o número de símbolos que precisavam ser memorizados era bem maior. O valor 9999, por exemplo, precisava apenas de 4 símbolos na notação hierática enquanto que, com hieroglifos, precisaria de 36 símbolos. Os dois sistemas continuavam sendo não-posicionais, ou seja, a posição dos símbolos não influenciava no valor que representavam. Observe as figuras 6 e 7 - ambas mostram o valor 2765.
Fonte: http://www.numaboa.com/escolinha/74-matematica/236-Numerais-egipcios?start=1
Vítor Teixeira 8ºF
Numerais Japoneses
0 -- zero
1, 2, 3, 4, 5:
6, 7, 8, 9, 10:
100, 1.000, 10.000:
Fonte: http://www.skifbrasil.esp.br/numeracao_em_japones.htm
A Numeração Romana
A numeração romana é um sistema de numeração que usa letras maiúsculas, as quais são atribuídos valores. Os algarismos romanos são usados principalmente:
- Nos números de capítulos uma obra.
- Nas cenas de um teatro.
- Nos nomes de papas e imperadores.
- Na designação de congressos, olimpíadas, assembleias...
Regras
A numeração romana utiliza sete letras maiúsculas, que correspondem aos seguintes valores:
Letras | Valores |
I | 1 |
V | 5 |
X | 10 |
L | 50 |
C | 100 |
D | 500 |
M | 1000 |
Exemplos: XVI = 16; LXVI = 66.
Se à direita de uma cifra romana se escreve outra igual ou menor, o valor desta se soma ao valor da anterior.
Exemplos:
VI = 6
XXI = 21
LXVII = 67
A letra "I" colocada diante da "V" ou de "X", subtrai uma unidade; a letra "X", precedendo a letra "L" ou a "C", lhes subtrai dez unidades e a letra "C", diante da "D" ou da "M", lhes subtrai cem unidades.
Exemplos:
IV = 4
IX = 9
XL = 40
XC = 90
CD = 400
CM = 900
Em nenhum número se pode pôr uma mesma letra mais de três vezes seguidas. Antigamente se via as vezes a letra "I" ou a "X" até quatro vezes seguidas.
Exemplos:
XIII = 13
XIV = 14
XXXIII = 33
XXXIV = 34
A letra "V", "L" e a "D" não podem se duplicar porque outras letras ("X", "C", "M") representam seu valor duplicado.
Exemplos:
X = 10
C = 100
M = 1.000
Se entre duas cifras quaisquer existe outra menor, o valor desta pertencerá a letra seguinte a ela.
Exemplos:
XIX = 19
LIV = 54
CXXIX = 129
Fonte: http://www.estv.ipv.pt/paginaspessoais/fmartins/Aluno/Matem%C3%A1tica/Ensino%20Fundamental/Algarismo%20Romanos/Algarismos%20Romanos.htm
Luís Teixeira 8ºF
segunda-feira, 9 de junho de 2008
O 10 de Junho

Sabias que Luís de Camões morreu neste dia em 1580?
É a razão de este ser o Dia de Portugal, chamado oficialmente Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Este poeta foi uma das pessoas que mais elogiou as aventuras heróicas dos nossos antepassados! Ele próprio era um grande aventureiro!
Clica aqui e descobre mais sobre as aventuras de Luís de Camões!
Sabias que, há bastantes anos, o 10 de Junho era chamado o «Dia da Raça»? «Raça» lusitana, ou seja, todos os que são portugueses, tanto os que estão em Portugal como os que vivem por todo o mundo!
Nessa época falava-se muito de heroísmo e orgulho na nação. Na justa medida, são elementos importantes para manter uma cultura e um sentimento patriótico.
Mas repara: patriotismo não se deve confundir com nacionalismo. Neste último, os sentimentos positivos de pertença a um país (patriotismo) tornam-se negativos e o acha-se que o próprio país é «superior» a todos os outros... Isso pode ser mau.
Bom, e agora outra questão:
Sabias que a nossa língua é a 7ª mais falada do mundo? E olha que existem milhares de línguas e dialectos!
José João – 8ºC
10 de Junho:
Nasce com a República
As origens do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades na perspectiva de
Conceição Meireles, especialista em História Contemporânea de Portugal.
Após a Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, foram desenvolvidos trabalhos legislativos, "e logo em 12 de Outubro saiu um decreto que estipulou os feriados nacionais". Alguns feriados "desapareceram, nomeadamente os ditos feriados religiosos, uma vez que o objectivo da República era justamente laicizar a sociedade e subtraí-la à influência da igreja", explica Conceição Meireles, professora de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
"Os feriados que ficaram consignados por este decreto de 12 de Outubro de 1910 foram o Primeiro de Janeiro, que era o dia da Fraternidade Universal; o 31 de Janeiro, que evocava a revolução – aliás, falhada - do Porto, e que portanto era consagrado aos mártires da República; o 5 de Outubro, vocacionado para louvar os heróis da República; o Primeiro de Dezembro, que era o Dia da Autonomia e o Dia da Bandeira; e o 25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, tentando também laicizar essa festa religiosa que era o Natal".
O decreto de 12 de Junho dava "aos municípios e concelhos a possibilidade de escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Daí a origem dos feriados municipais", lembra a especialista. "Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões", uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu "Os Lusíadas".
E porquê um dia em honra de Camões?
"Camões representava justamente o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial". Era essencialmente este o significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, isto "apesar de ser um feriado exclusivamente municipal no tempo da República", lembra Conceição Meireles.
Com o 10 de Junho, "os republicanos de Lisboa tentaram evocar a jornada gloriosa que tinham sido as comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia".
A três dias do Santo António...
O 10 de Junho "fica muito próximo da festa religiosa que é o 13 de Junho, ou seja, o dia de Santo António, essa sim tradicionalmente feita e realizada em Lisboa". Conceição Meireles refere que, com essa proximidade de datas, "os Republicanos tentaram de certa forma esbater o 13 de Junho, Dia de Santo António, em favor do 10 de Junho, Dia de Camões".
O 10 de Junho no Estado Novo
"O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo", um regime instituído em Portugal em 1933, sob a direcção de António de Oliveira Salazar. É nesta altura que o dia de Camões passa a ser festejado a nível nacional. A generalização dessas comemorações deve-se bastante à reprodução que vai sendo feita "através dos meios de comunicação social", explica Conceição Meireles.
"Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuava a ser o Dia de Camões". O regime procurou dar alguma continuidade "a muitos aspectos que vinham da República". Ou seja, "apropriou-se de determinados heróis da República, mas não no sentido positivista, não no sentido laico que os Republicanos lhe queriam dar". O Estado Novo ampliou alguns desses aspectos "num sentido nacionalista e de comemoração colectiva histórica, numa vertente comemorativista e propagandística".
Hélder Barbosa Nº 27 ANO 8º C



